terça-feira, 5 de julho de 2016

Rainha Nzinga: a rainha de Angola

NZINGA, A RAINHA NEGRA QUE COMBATEU OS TRAFICANTES PORTUGUESES 


No século XVII, o lucrativo comércio de escravos praticado pelos portugueses sofreu um duro revés. A oposição mais forte que enfrentaram veio da rainha Nzinga, uma obstinada líder política e militar que, por quarenta anos, impediu que os portugueses penetrassem no continente africano. Conheça a história dessa mulher africana extraordinária. Seu nome é grafado de diferentes maneiras: Nzinga, Ginga, Jinga, Singa, Zhinga e outros nomes da família linguística Banto (ou Bantu). É também conhecida pelos nomes portugueses de Ana de Souza, rainha Dona Ana e pelas formas híbridas como rainha Ana Nzinga.  Nzinga Mbandi Ngola Kiluanji, nasceu em 1582, no Ndongo, filha do ngola com uma escrava ambundo. Ainda criança, começou a ser treinada para o combate e o uso de armas. Com oito anos de idade, acompanhou o séquito do pai, em uma batalha, como parte dos exercícios de guerra. Com a morte do pai, em 1617, seu irmão Mbandi tornou-se ngola ascendendo ao trono de Ndongo. Por essa época, os portugueses já estavam estabelecidos na ilha de Luanda onde fundaram a vila de São Paulo de Luanda, construíram igreja, casas e fortificações. Enfrentaram a resistência dos chefes angolanos e as doenças tropicais que impuseram pesadas perdas aos portugueses. Calcula-se que, entre 1575 e 1590, dos 1700 europeus falecidos em Angola, só 400 perderam a vida na guerra; os demais, quase 80%, morreram de maleita e outras febres.  No lugar de prata, escravos  O interesse inicial dos portugueses, em Angola, não era o tráfico de escravos mas as riquezas do país, suas jazidas de prata, cobre e sal. Além disso, o domínio de Angola abriria caminho para chegar, por terra, até as fabulosas minas de Monomotapa (atual Zimbábue). Acreditando que Angola seria um novo Peru, o rei de Portugal e Espanha (era o início da União Ibérica) enviou soldados, armas e canhões para derrotar os angolanos. Foram 24 anos de combates até os portugueses finalmente atingirem, em 1603, às supostas minas de prata de Cambambe, ao sul de Luanda. Mas o contentamento durou pouco: as amostras colhidas revelaram-se de chumbo. Não havia prata em Cambambe. Decepcionado, o rei Felipe III mandou suspender a conquista e limitar-se ao tráfico de escravos. O porto de Luanda tornou-se o local de embarque de milhares de escravos. Por volta de 1600, a média anual era de 5.600 escravos provindos de diversas partes da África e embarcados para a América. Em Luanda chegavam vinhos portugueses, artigos de ferro e latão, mantas do Alentejo, lãs e linhos de Flandres, contas de vidro de Veneza, algodão e musselina da Índia a ainda produtos brasileiros como a farinha de mandioca. Como moeda usam-se os panos fabricados no Congo que recebiam um carimbo com o emblema real e eram usados para a aquisição de escravos. Conforme relata Costa e Silva, esses tecidos, em geral, não eram usados como roupas; passavam de mão em mão até se desgastarem e puírem, perdendo progressivamente parte de seu valor.  O comércio de escravos Os portugueses tinham pouco controle sobre a captura de escravos. A apreensão e o comércio em território de Angola eram fortemente centralizados pelo ngola Mbandi, o rei ambundo, irmão de Nzinga. Ele cobrava dos portugueses tributos e taxas e proibia-lhes o acesso ao interior do reino e a compra direta de escravos. As vendas de escravos eram fiscalizadas e só podiam ser feitas por lote, não permitindo ao traficante escolher as “peças” que lhe interessavam. O ngola mandava incluir, no lote, negros idosos, doentes ou com defeitos físicos de difícil colocação no mercado escravo de Luanda. Os que desrespeitavam as regras e os costumes locais eram punidos com o confisco da mercadoria, prisão, expulsão, açoites e até morte. As restrições ao livre trânsito dos mercadores e as sanções aplicadas pelo ngola aos infratores causaram indignação entre os portugueses de Luanda. Afinal, para eles, aquelas terras eram de Portugal. As tensões levaram a uma nova guerra contra o ngola Mbandi que, como ocorrera outras vezes, ficou inconclusa. Entra em cena a princesa Nzinga Em 1621, chegou a Luanda o novo governador português que se apressou a buscar a paz com o ngola Mbandi. Para negociá-la, o rei ambundo enviou a Luanda uma embaixadora – sua irmã Nzinga, então com 39 anos de idade. Nzinga sentou-se sobre sua acompanhante colocando-se em posição de igualdade com o governador português. Manuscrito de Cavazzi, missionário capuchinho, 1687 Neste encontro, ocorreu um episódio curioso que revela a altivez da princesa ambundu. Como o governador a recebeu sentado e não lhe ofereceu cadeira, Nzinga fez um sinal para uma de suas acompanhantes que se colocou de quatro no chão para a princesa sentar-se sobre ela. Ao sair, deixou a moça na sala, na mesma posição, como se fosse um banco. O governador avisou-a para levar a moça e Nzinga respondeu-lhe que não sentaria novamente naquele banco pois tinha muitos outros e não o queria mais. A princesa, inteligente e decidida, deixou claro que o rei ambundo não era e nem seria vassalo do rei ibérico. Estava ali como representante de um estado soberano e exigia tratamento de igual para igual. Para surpresa de todos, Nzinga falou em português fluente. Possivelmente aprendera a língua com alguns dos mercadores e missionários portugueses que haviam frequentado a corte de seu pai. Nzinga exigiu que os portugueses abandonassem suas instalações no continente, que entregassem os chefes africanos prisioneiros e ainda um lote de armas de fogo. Em sinal de sua intenção de celebrar o acordo de paz, Nzinga aceitou o batismo católico sob o nome português Ana de Souza. A conversão foi um jogo político do qual ela vai se valer em outros momentos para ganhar confiança e confundir os portugueses.  A rainha Nzinga Vários meses se passaram desde o encontro em Luanda sem que os portugueses cumprissem sua parte no acordo. Não estavam dispostos a ceder em nada. Nzinga vai cobrar, pelas armas, o que fora prometido mas, dessa vez, como ngola, rainha de Ndongo.  A ascensão de Nzinga ao trono, em 1623, é rodeada de mistérios. Alguns estudiosos afirmam que ela envenenou o irmão, outros dizem que o rei se suicidou por decisão dos grandes chefes. Há ainda a versão de que Nzinga, com a morte do irmão tornou-se regente do garoto escolhido como novo ngola, mas a criança pouco depois, morreu afogada no rio Cuanza. Começava a nascer uma “mitologia Nzinga”. Rainha enigmática, cujo nome causava terror entre os portugueses, ela deu origem a lendas e relatos contraditórios a seu respeito. Nzinga e seu séquito. Manuscrito de Cavazzi, missionário capuchinho, 1687. Desconhece-se sua imagem, não existem retratos da rainha elaborados no seu período de vida. Uma imagem de 1769, para a obra Zingha, reine d’Angola, de Jean-Louis Castilhon, mostra a rainha de perfil com um olhar recatado que nada corresponde ao perfil guerreiro dessa líder política africana. Usa coroa, colar, bracelete, broche e manta típicos da cultura europeia. O toque exótico e sensual fica por conta do seio à mostra, como era comum nas representações de africanas pelo traço europeu cristão.  A imagem aproxima-se da descrição de Glasgow: Vaidosa quanto às roupas e aparência, trazia na cabeça a coroa real, com joias de prata, pérolas e cobre  a lhe adornarem os braços e as pernas. Lindos tecidos e roupas eram sua paixão especial e não perdia nenhuma oportunidade de adquirir novas roupas em estilo europeu dos mercadores portugueses. Às vezes ela trocava de traje várias vezes por dia, variando das modas africanas para as portuguesas e vice-versa, até no estilo do penteado. (…) Quando Nzinga recebia hóspedes estrangeiros, tanto ela quanto sua corte se adornavam com dispendiosos trajes e joias europeias e havia farto  uso de baixelas de prata, cadeiras e tapetes. Saudava os hóspedes com o selo real de prata na mão e a coroa na cabeça, ocasionalmente até três vezes por semana. (Glasgow, p. 95-96) Nzinga usando elementos da cultura europeia e africana em uma gravura do século XVIII. Costa e Silva apresenta outra descrição de Nzinga:  “Ela recusava o título de rainha e fazia questão de ser chamada rei. Por isso que decidiu tornar-se socialmente homem e ter um harém, com os concubinos vestidos de mulher. Por isso que lutava como um soldado, à frente do exército. Na realidade, Jinga estava a criar a sua tradição, a sua legitimidade, os precedentes que permitiriam a suas netas e bisnetas ascenderem, sem contestação do sexo, ao poder.” (Costa e Silva, p.438) Em obra recente, Nzingha: warrior queen of Matamba, de Patricia McKissack, publicado em 2000, o conceituado ilustrador Tim O’Brien, criou uma nova imagem da rainha ambundo dando-lhe uma fisionomia bantu juvenil. Ela usa bracelete e colar típicos da realeza bantu, um cordão de zimbos ou búzios, uma concha utilizada como moeda nos reinos do Congo, Ndongo e em sociedades tradicionais de Angola. O vestido colante com grafismos em zig-zag, motivo recorrente na cultura material da África subsaariana, e o arco e flechas compõem o retrato guerreiro e africano de Nzinga. Nzinga com uma fisionomia bantu juvenil, segundo representação feita por Tim O’Brien, em 2000. O filme Njinga, rainha de Angola, de 2012 (mostrado no Brasil em 2014) construiu outra imagem da rainha. Para representa-la, foi escolhida Lesliana Pereira, miss Angola 2008. A beleza da atriz reforçada por trajes sensuais em cenas de combate aproxima a rainha à imagem de uma super-heroína africana. Nzinga reinou absoluta durante quarenta anos sobre Ndongo (1623 a 1663) e, a partir de 1630, também sobre Matamba. Para enfrentar os portugueses, aliou-se aos ferozes jagas e desposou um chefe deles.

Obrigado por compartilhar. Lembre-se de citar a fonte: http://www.ensinarhistoriajoelza.com.br/nzinga-a-rainha-negra-contra-os-traficantes-portugueses/ - Blog: Ensinar História - Joelza Ester Domingues



terça-feira, 31 de maio de 2016

Árabes e Islamismo: roteiro de estudos para os 7º anos


A 

Árabes: Os árabes são um povo heterogêneo que habita principalmente o Oriente Médio e a África setentrional, originário da península arábica constituída por regiões desérticas. As dificuldades de plantio e criação de animais fizeram com que seus habitantes se tornassem nômades, vagando pelo deserto em caravanas, em busca de água e de melhores condições de vida. A essas tribos do deserto dá-se o nome de beduínos. Existem três fatores que podem ajudar, em graus diversos, na determinação se um indivíduo é considerado árabe ou não: →políticos: se ele vive em um país membro da Liga Árabe (ou, de maneira geral, no mundo árabe); essa definição cobre mais de trezentos milhões de pessoas. →lingüísticos: se sua língua materna é o árabe; essa definição cobre mais de duzentos milhões de pessoas. →genealógicos: Pode-se traçar sua ascendência até os habitantes originais da península arábica.




Arábia: A Arábia Saudita é um país que fica localizado no Médio Oriente.A Arábia Saudita é o país muçulmano mais famoso do mundo porque todos os anos há uma peregrinação religiosa à cidade de Meca.A capital da Arábia Saudita é a cidade de Riade.Geográficamente o lugar onde está situado a Arábia Saudita chama-se a Península Arábica.

Alcorão: O Corão é considerado pelos muçulmanos a palavra literal de Alá - Deus, em árabe -, revelada ao longo de 22 anos a Maomé. Para os islâmicos, ele é o profeta final, enviado para pregar a mesma mensagem de Jesus e de Moisés, que teria sido corrompida ao longo dos anos. O livro tem 114 capítulos ou surahs (suratas) e 6236 ayats (versos) e foi escrito para ser recitado - corão significa "recitação" ou "leitura". Não se trata de um relato religioso, mas de um código de leis que deve reger a vida em todas as áreas. Versa sobre os atributos de Deus, os crentes e suas virtudes e até temas de ciência. Alguns personagens da Bíblia, entre eles Adão, Abraão, Moisés, Jesus e Maria, são mencionados no livro como profetas do Islã.

B

Beduínos: São um povo nômade que vive nos desertos do Oriente Médio e do norte da África. Os beduínos representam cerca de 10% dos habitantes do Oriente Médio e têm o nome derivado das palavras árabes al bedu ("habitantes das terras abertas") ou al beit ("povo da tenda"). O mais provável é que essa cultura tenha surgido ainda na Antiguidade, no norte da atual Arábia Saudita. A partir do século 7, porém, quando os árabes conquistaram o norte da África, os beduínos se dispersaram também nesse continente. Na Arábia, onde sempre viveram os grupos principais, as difíceis condições de vida no deserto geraram conflitos pelo uso de poços de água e pastagens, levando bandos de beduínos a eventuais ataques a caravanas e outras formas de roubo contra vizinhos e forasteiros. 



C

Caaba: Caaba refere-se ao enorme prédio cúbico, feito de pedra e coberto por um grosso pano preto, e de acordo com o islamismo é o local de adoração que Deus, ou Alá, ordenou que Abraão e Ismael construíssem há mais de quatro mil anos. A Caaba, situa-se no centro de uma enorme praça ao ar livre que é parte de uma enorme mesquita em Meca. Na haji, a peregrinação anual feita a Meca, mais de um milhão de muçulmanos afluem á cidade para orações e para dar sete voltas em torno da Caaba. É obrigação de todos os muçulamos fisicamente aptos fazer esta viagem pelo menos uma vez na vida. 

E

Estado Islâmico: O Estado Islâmico – que já foi chamado de Estado Islâmico no Iraque e na Síria (ISIS, em inglês) – originou-se como um braço da Al-Qaeda que atuava na região do Levante, na fronteira entre os dois países citados, mas logo se tornou independente da organização de Bin Laden e passou a atuar seguindo suas próprias regras. Os membros mais antigos da Al-Qaeda já declararam que o EI possui uma postura amplamente mais radical que a rede responsável pelos ataques do 11 de setembro.Assim como a Al-Qaeda, o EI também se guia por uma interpretação extremista da Jihad (guerra santa islâmica) e alimenta a possibilidade de ataques terroristas a países ocidentais, já que encara o Ocidente como um reduto de degenerescência moral e decadência religiosa. Para tanto, há, desde o início de 2014, uma intensa migração de jovens – sobretudo europeus – para a região dominada pelo EI com o objetivo de serem treinados para atuar em defesa do califado. O sequestro de jornalistas, embaixadores e outras pessoas que atuam no Oriente Médio é prática corriqueira do EI. Quando o grupo se sente ameaçado, executa com crueldade essas pessoas mantidas como reféns.




I

Islã: Em árabe, Islã significa "rendição" ou "submissão" e se refere à obrigação do muçulmano de seguir a vontade de Deus. O termo está ligado a outra palavra árabe, salam, que significa "paz" - o que reforça o caráter pacífico e tolerante da fé islâmica. O termo surgiu por obra do fundador do islamismo, o profeta Maomé, que dedicou a vida à tentativa de promover a paz em sua Arábia natal.

Islamismo: O islamismo é a religião fundada pelo profeta Maomé no início do século VII, na região da Arábia. O Islã é o conjunto dos povos de civilização islâmica, que professam o islamismo; em resumo, é o mundo dos seguidores dessa religião. O muçulmano é o seguidor da fé islâmica, também chamado pJiior alguns de islamita. O termo maometano às vezes é usado para se referir ao muçulmano, mas muitos rejeitam essa expressão - afinal, a religião seria de devoção a Deus, e não ao profeta Maomé.

J

Jihad: Em árabe, a palavra significa "esforço" ou "luta". No islã, isso pode significar a luta interna de um indivíduo contra instintos básicos, o esforço para construir uma boa sociedade muçulmana ou uma guerra pela fé contra os infiéis.

Jihadistas: entendem que a luta violenta é necessária para erradicar obstáculos para a restauração da lei de Deus na Terra e para defender a comunidade muçulmana, conhecida como umma, contra infiéis e apóstatas (pessoas que deixaram a religião).





M
Maomé: É o profeta e a figura mais importante do islamismo.Nascido em Meca no ano 570 como Mohammad, passou a maior parte da vida como mercador analfabeto, mas, aos 40 anos, teria recebido suas primeiras revelações do arcanjo Gabriel. O fenômeno se repetiu por 23 anos e deu origem ao Corão, livro sagrado dos islâmicos. Maomé pregou a devoção a um Deus único (Alá), lutou contra o infanticídio e defendeu a divisão de terras dos ricos com os pobres, contrariando a classe dominante de Meca. Foi perseguido e mudou-se para Medina, onde estruturou uma poderosa tropa. Retornou dois anos depois e ascendeu como líder político. Naquele tempo, a sociedade árabe era dividida em tribos e clãs, e pode-se dizer que Maomé proporcionou uma unidade nacional por meio da religião, ajudando a posicionar a nação árabe como pioneira cultural e científica 200 anos depois.

Meca: neste local nasceu e está enterrado Maomé (570-652), fundador da religião islâmica. Situada na Arábia Saudita, a cidade já era ponto de parada de caravanas e centro comercial muito antes do nascimento do profeta. Mas os maometanos, também chamados de muçulmanos (hoje cerca de 1,2 bilhão de pessoas espalhadas pelo mundo), a converteram em sua capital. Pelos preceitos da religião, todo fiel tem o dever de visitar a cidade ao menos uma vez antes de morrer. Além disso, onde quer que esteja, tem que rezar cinco vezes por dia voltado para lá.

Mesquita:é um lugar sagrado para os muçulmanos, é onde os  muçulmanos se congregam para realizar as suas orações diárias. A palavra " Mesquita " é uma tradução do árabe; Masjid, que quer dizer um lugar de prostração.

Muçulmano: O muçulmano é o seguidor da fé islâmica, também chamado por alguns de islamita. 


S

Sharia: a lei muçulmana ou islâmica, tanto em relação à justiça civil e criminal, quando regulando a conduta individual, pessoal e moralmente. O corpo de leis baseado nos costumes fundamenta-se no Qu’ran e na religião do islam. Como por definição os Estados islâmicos são teocracias, os textos religiosos equivalem a leis, conhecidos no islam e pelos muçulmanos como Sharia ou lei Sharia



terça-feira, 24 de maio de 2016

Projeto "África: terra mãe": roteiro de viagem

Projeto “África: terra-mãe”
Roteiro histórico no Egito Antigo e Reino de Kush:



1)      Local a ser visitado: 
Templo de Karnak
Templo de Luxor
Pirâmides de Gizé
Rio Nilo
Templo de Abu Simbel
Piramide de Meroé 
Museu do Cairo

2)    Localização geográfica: 
3)    Meio de transporte (percurso): 
4)    Custo da viagem: 
5)    Tempo de viagem:
6)    Que atrações turísticas existem neste local? Existe cobrança de ingresso?
1 Pirâmides de Gizé
Se você não é marciano, há uma boa chance de que as pirâmides estejam na sua lista de prioridades de lugares a conhecer um dia. Visitando o Egito, é provável que esse seja o primeiro passeio do seu roteiro. Vá em frente: a paisagem é realmente deslumbrante, e a emoção de estar diante de uma das imagens mais icônicas do planeta é algo para não se esquecer jamais. Mas há outros monumentos que vão impressioná-lo ainda mais, acredite.
2 Karnak
Prepare-se para se sentir minúsculo diante da grandiosidade do complexo de santuários, quiosques, pilones e obeliscos dedicados aos deuses de Tebas e aos faraós. No grande templo de Amon-Rá, o conjunto de colunas gigantes em forma de papiro é arrebatador e coloca sob nova perspectiva todos os templos grandiosos em que você já esteve.
3 Abu Simbel
Os dois templos de Abu Simbel ficam diante do Lago Nasser, a apenas
40 quilômetros da fronteira com o Sudão, em uma paisagem que já seria bela se não tivesse um dos conjuntos de monumentos mais impressionantes do Egito. Quatro estátuas colossais com mais de 20 metros de altura guardam a entrada do templo, e parecem anunciar aos vizinhos do sul que deveriam pensar duas vezes antes de tentar invadir o país dos faraós.
4 Luxor
Concentra o maior número de monumentos por metro quadrado do Egito. O Nilo funciona como moldura deste museu a céu aberto que reúne o Vale dos Reis, onde você pode visitar os túmulos dos faraós, o templo da rainha-faraó Hatchepsut (acima), os colossos de Mêmnon e o templo de Medinet Habu.
5 Cruzeiro no Nilo
Uma das experiências mais emblemáticas do Egito, os cruzeiros no Nilo são uma ótima opção para percorrer o país aproveitando a paisagem do rio mais extenso do mundo. Há opções curtas (de três a quatro dias) e longas (pelo menos uma semana). A rota mais popular é a que liga Luxor a Assuã. O trecho, que costumava ser muito movimentado, está bem mais calmo desde 2011.
6 Museu Egípcio
O Museu do Cairo, bem ao lado da Praça Tahir, é daqueles museus aos quais se pode voltar várias vezes sem nunca sair com a sensação de que se viu tudo. A joia da coroa, porém, é o tesouro do faraó Tutancâmon (a múmia, no entanto, está no Vale dos Reis, na tumba original — aquela que ficou conhecida por uma "maldição").
http://zh.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/viagem/noticia/2014/06/egito-um-pais-a-procura-de-turistas-4516125.html
7)     O que encontramos da história do Egito Antigo/Reino de Kush neste local?

8)    Se for um monumento ou construção em que época foi construído? Quem mandou construir? Qual o motivo da construção deste local?
Links para pesquisa:




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Templo de Karnak


Templo de Luxor



Rio Nilo



Pirâmides de Gizé



Pirâmides de Meroé




Museu do Cairo

segunda-feira, 9 de maio de 2016

PROJETO “ÁFRICA TERRA-MÃE” 6º ano: nascimento da civilização, humanidade e reinos antigos

PROJETO “ÁFRICA TERRA-MÃE”: nascimento da civilização, humanidade e reinos antigos
Tempo previsto: maio e junho de 2016

“Nós não somos africanos porque nascemos em África, nós somos africanos porque a África nasceu em nós.” 
Chester Higgins Jr.

OBJETIVO GERAL:
Conhecer e valorizar a história do continente africano compreendendo sua importância como berço do surgimento da humanidade e das primeiras sociedades complexas a partir do estudo dos reinos africanos da Antiguidade.  

OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
·                    Compreender as transformações culturais, sociais e políticas sofridas pelo continente africano e também a maneira como a cultura africana tem influenciado a cultura de outros continentes, especialmente o nosso,
·                     Romper com as práticas preconceituosas relacionadas à cultura africana, devido ao desconhecimento da sua história;
·                    Abordar a história da África ressaltando a Núbia e o Reino de Kush e suas relações com o Egito.  
·                    Reconhecer as principais contribuições e legado cultural dos reinos africanos da Antiguidade para o desenvolvimento das sociedades antigas.

Metodologia:
Os estudantes serão divididos em equipes e terão que após realizar pesquisas sobre os reinos africanos de Kush e Egito representar através de um roteiro de viagem os principais pontos históricos destes reinos, indicando suas principais contribuições dentro da história antiga.



  Desenvolvimento:
1- O que você sabe sobre a África? (Power point e aula expositiva)
2- Contribuições da África antiga no desenvolvimento das primeiras sociedades complexas (pesquisa e exposição dos dados)
3- Vídeo: Egito Revelado “Pirâmides” (Discovery Channel)
4- Elaboração do roteiro histórico de viagem para o Egito e Sudão a partir dos seguintes elementos:
- para onde viajar? Como chegar até o destino da viagem? Quanto tempo de viagem? Qual o valor da viagem? O que visitar e por onde passar? O que encontrarei neste lugar? O que aprenderei sobre a história deste reino africano visitando este lugar?
- cada equipe ficará com uma atração turística para apresentar.
5- socialização do roteiro através de apresentação de slides ou folder.

Locais históricos:
Sudão:
Maravilhe-se com as Pirâmides de Meroe
As pirâmides de Meroe são ponto turístico mais emblemático do Sudão. O produto de uma cultura bastante diferente da do Egito, estas pirâmides construídas de tijolos e íngreme brotam em grupos de uma dúzia de cada vez. Perto estão os sítios arqueológicos de Naqa e Musawarat Es Sufra, que são dignos de um desvio.
                             
Viajar de volta no tempo em Musawarat
Um dos maiores complexos antigo templo no Sudão, Musawarat é pensado para ser um local de peregrinação. Peregrinos modernos podem passear pelas colunas do grande cerco para estudar as paredes esculpidas representando os animais que já habitaram a região. Também vale a pena visitar a gravura de sala de casamento, e os estábulos de elefante.



Egito :
Templo de Karnak
Templo de Luxor
Pirâmides de Gizé
Vale dos Reis
Rio Nilo
Abu Simbel
Piramide de Quéops








sexta-feira, 6 de maio de 2016

Projeto Tempos Medievais 7º ano


Projeto Tempos Medievais
Professoras: Helena Lohmann e Luciana Brum
Turmas 72,73,74,75,76
Tempo: maio e junho de 2016
Objetivo geral: Entender o conceito de feudalismo como um sistema,envolvendo o nível econômico, o social, o político e o ideológico.

Metodologia:
Os estudantes serão divididos em equipes e realizarão as seguintes tarefas:
1-    Sorteio para a escolha do cenário, personagens, cotidiano a ser representado por dramatização ou através de exposição.
Cenário: campos (moradias dos servos), castelo, mosteiros, mesquitas, cidades, feiras
Personagens: servos (camponeses), nobres, monges, cavaleiros, árabes, comerciantes (burgueses)
Cotidiano: vestimentas, alimentação, diversões e jogos, moradias, educação (homens e mulheres), crenças e pensamento mítico.

2-     Pesquisa e preenchimento da ficha do personagem.
3-    Organização da apresentação.
4-    Socialização.

Ficha do personagem:
Grupo social:
Alimentação:
Vestuário:
Moradias:
Atividades que realiza:
Tem poder social? Qual?
Tipo de lazer:
Qual tipo de educação recebe?
Crenças sobre a morte:
Como eram tratados caso adoecesse?


Link para pesquusa:




quinta-feira, 3 de março de 2016

Como seria sua vida na Roma Antiga: turma 72,74,75,76

Atividade “Como seria sua vida na Roma Antiga?”

Objetivo: Caracterizar os grupos sociais da Roma Antiga compreendendo através de seus aspectos culturais e políticos o que definia um cidadão romano, o cidadão não livre e o escravo.

Produção final: Comunicar através dos diversos gêneros textuais escolhidos as informações e considerações coletadas na pesquisa sobre as temáticas elencadas pela professora.
Os gêneros textuais escolhidos foram: diário, entrevista, texto informativo, charge, noticia, palestra, propaganda, poema, resumo.

Temáticas escolhidas:
A partir do material paradidático “Como seria sua vida na Roma antiga?” selecionou-se os seguintes assuntos: CIDADE OU CAMPO?, SUA FAMILIA; COMIDA E BEBIDA; SUAS ROUPAS; EDUCAÇÃO; CARREIRAS; LEI E ORDEM; O EXÉRCITO; OS DEUSES; NASCIMENTO, CASAMENTO E MORTE.

Dicas para estruturar sua produção final a partir do gênero textual escolhido para sua equipe:

1) DIÁRIO: O Diário é um tipo de texto pessoal em que uma pessoa relata experiências, ideias, opiniões, desejos, sentimentos, acontecimentos e fatos do cotidiano. Embora não apresentem uma estrutura fixa, os textos dos diários podem ser estruturados da seguinte maneira:
Data e Local: são indicadas no início do texto o local e a data em que foi escrito, como numa carta.
Vocativo: Geralmente é incluído no começo do texto como: “querido diário”, “querido amigo diário”. Nalguns casos, as pessoas preferem inventar um nome fictício para ele, como se fosse um amigo íntimo.
Corpo de Texto: onde se desenvolvem os relatos diários, as ideias, sensações do autor.
Assinatura: normalmente, os diários são assinados a cada dia. No final do texto, aparecem o primeiro nome do autor. Antes disso, alguns apresentam uma expressão de despedida: “boa noite”, “abraços”, “até amanhã”.

2)ENTREVISTA: A entrevista é um tipo de texto que tem a utilidade de informar as pessoas sobre algum acontecimento social ou fazer com que o público conheça sobre as ideias e opiniões da pessoa que é entrevistada.
Estruturalmente, a entrevista compõe-se dos seguintes elementos:
 Manchete ou título – Essa é uma parte que deverá despertar interesse no interlocutor envolvido, podendo ser uma frase criativa ou pergunta interessante. 
 Apresentação – É o momento em que se apresentam os pontos de maior relevância da entrevista, como também se destaca o perfil do entrevistado, sua experiência profissional e seu domínio em relação ao assunto abordado. 
Perguntas e respostas – Basicamente, é a entrevista propriamente dita, na qual são retratadas as falas de cada um dos envolvidos. 

3)TEXTO INFORMATIVO:
Os textos informativos tem o objetivo de abordar algum tema e transmitir conhecimento a respeito desse tema, transmitir dados e conceitos. Texto em prosa, com características específicas de cada modelo.Uso de indicadores de aproximação ao conteúdo (títulos, fotos, imagens, tipografia, seções do jornal etc.).Identificação do tema da informação.Identificação da idéia principal. Identificação dos detalhes principais.
4)CHARGE:
A charge é um tipo de ilustração que geralmente apresenta um discurso humorístico e está presente em revistas e principalmente jornais. Trata-se de desenhos elaborados por cartunistas que captam de maneira perspicaz as diversas situações do cotidiano, transpondo para o desenho algum tipo de crítica, geralmente permeada por fina ironia.
5)NOTÍCIA:  É um texto informativo sobre um tema atual ou algum acontecimento real, veiculada pelos principais meios de comunicação: jornais, revistas, meios televisivos, rádio, internet, dentre outros. Por esse motivo, as notícias possuem teor informativo e podem ser textos descritivos e narrativos ao mesmo tempo, apresentando, portanto, tempo, espaço e as personagens envolvidas.
Geralmente as notícias seguem uma estrutura básica classificada em:
Título Principal e Título Auxiliar
A notícia é formada por dois títulos, ou seja, um principal, também chamado de Manchete, que sintetiza o tema que será abordado, e outro um pouco maior, o qual auxilia o entendimento do título principal, ou seja, é um recorte do assunto que será explorado.
Lide
Na linguagem jornalística, a Lide corresponde à introdução da notícia, portanto, trata-se do primeiro parágrafo que responderá as perguntas: O Que? Quem? Quando? Onde? Como? Porque?Trata-se de um parágrafo em que todas as informações que estarão contidas na notícia deverão aparecer. É uma ferramenta muito importante, visto que desperta a atenção do leitor para a leitura da notícia.
​Corpo da Notícia
Nessa parte, será apresentada a notícia com descrições mais detalhadas.

6) PALESTRA:
  Uma palestra é apresentação oral que pretende apresentar informação ou ensinar pessoas a respeito de um assunto em particular, por exemplo, uma proferida por um professor de universidade ou colegial. Palestras são usadas para transmitir informação de natureza importante, histórica, prática, teórica.

7) PROPAGANDA: A função do texto publicitário é convencer seu público a comprar um produto ou, até mesmo, a modificar seu comportamento.
AS PARTES DO ANÚNCIO
1 – Texto não verbal: imagem que tenha relação com o anúncio.
2 – Título: uma frase de efeito.
3 – Texto publicitário: texto verbal que dá informações sobre o produto
4 – Logotipo: desenho que simboliza a marca do produto.
5 – Slogan: frase que resume a imagem que o publicitário deseja firmar no mercado como uma identidade do produto.
8) RESUMO:
Resumo nada mais é do que um texto reduzido a seus tópicos principais, sem a presença de comentários ou julgamentos. Um resumo não é uma crítica, assim como a resenha o é; o objetivo do resumo é informar sobre o que é mais importante em determinado texto.
Resumir um texto significa condensá-lo a sua estrutura essencial sem perder de vista três elementos: • as partes essenciais do texto; • a progressão em que elas aparecem no texto; • a correlação entre cada uma das partes.
9) POEMA:  é um gênero textual que utiliza as palavras como matéria-prima, organizando-as em versos, estrofes ou prosa, ou seja, apresenta uma estrutura que permite defini-lo como gênero.