domingo, 26 de junho de 2016
terça-feira, 31 de maio de 2016
Árabes e Islamismo: roteiro de estudos para os 7º anos
A
Árabes: Os árabes são um povo heterogêneo que habita principalmente o Oriente Médio e a África setentrional, originário da península arábica constituída por regiões desérticas. As dificuldades de plantio e criação de animais fizeram com que seus habitantes se tornassem nômades, vagando pelo deserto em caravanas, em busca de água e de melhores condições de vida. A essas tribos do deserto dá-se o nome de beduínos. Existem três fatores que podem ajudar, em graus diversos, na determinação se um indivíduo é considerado árabe ou não: →políticos: se ele vive em um país membro da Liga Árabe (ou, de maneira geral, no mundo árabe); essa definição cobre mais de trezentos milhões de pessoas. →lingüísticos: se sua língua materna é o árabe; essa definição cobre mais de duzentos milhões de pessoas. →genealógicos: Pode-se traçar sua ascendência até os habitantes originais da península arábica.
Arábia: A Arábia Saudita é um país que fica localizado no Médio Oriente.A Arábia Saudita é o país muçulmano mais famoso do mundo porque todos os anos há uma peregrinação religiosa à cidade de Meca.A capital da Arábia Saudita é a cidade de Riade.Geográficamente o lugar onde está situado a Arábia Saudita chama-se a Península Arábica.
Alcorão: O Corão é considerado pelos muçulmanos a palavra literal de Alá - Deus, em árabe -, revelada ao longo de 22 anos a Maomé. Para os islâmicos, ele é o profeta final, enviado para pregar a mesma mensagem de Jesus e de Moisés, que teria sido corrompida ao longo dos anos. O livro tem 114 capítulos ou surahs (suratas) e 6236 ayats (versos) e foi escrito para ser recitado - corão significa "recitação" ou "leitura". Não se trata de um relato religioso, mas de um código de leis que deve reger a vida em todas as áreas. Versa sobre os atributos de Deus, os crentes e suas virtudes e até temas de ciência. Alguns personagens da Bíblia, entre eles Adão, Abraão, Moisés, Jesus e Maria, são mencionados no livro como profetas do Islã.
B
Beduínos: São um povo nômade que vive nos desertos do Oriente Médio e do norte da África. Os beduínos representam cerca de 10% dos habitantes do Oriente Médio e têm o nome derivado das palavras árabes al bedu ("habitantes das terras abertas") ou al beit ("povo da tenda"). O mais provável é que essa cultura tenha surgido ainda na Antiguidade, no norte da atual Arábia Saudita. A partir do século 7, porém, quando os árabes conquistaram o norte da África, os beduínos se dispersaram também nesse continente. Na Arábia, onde sempre viveram os grupos principais, as difíceis condições de vida no deserto geraram conflitos pelo uso de poços de água e pastagens, levando bandos de beduínos a eventuais ataques a caravanas e outras formas de roubo contra vizinhos e forasteiros.
C
Caaba: Caaba refere-se ao enorme prédio cúbico, feito de pedra e coberto por um grosso pano preto, e de acordo com o islamismo é o local de adoração que Deus, ou Alá, ordenou que Abraão e Ismael construíssem há mais de quatro mil anos. A Caaba, situa-se no centro de uma enorme praça ao ar livre que é parte de uma enorme mesquita em Meca. Na haji, a peregrinação anual feita a Meca, mais de um milhão de muçulmanos afluem á cidade para orações e para dar sete voltas em torno da Caaba. É obrigação de todos os muçulamos fisicamente aptos fazer esta viagem pelo menos uma vez na vida.
E
Estado Islâmico: O Estado Islâmico – que já foi chamado de Estado Islâmico no Iraque e na Síria (ISIS, em inglês) – originou-se como um braço da Al-Qaeda que atuava na região do Levante, na fronteira entre os dois países citados, mas logo se tornou independente da organização de Bin Laden e passou a atuar seguindo suas próprias regras. Os membros mais antigos da Al-Qaeda já declararam que o EI possui uma postura amplamente mais radical que a rede responsável pelos ataques do 11 de setembro.Assim como a Al-Qaeda, o EI também se guia por uma interpretação extremista da Jihad (guerra santa islâmica) e alimenta a possibilidade de ataques terroristas a países ocidentais, já que encara o Ocidente como um reduto de degenerescência moral e decadência religiosa. Para tanto, há, desde o início de 2014, uma intensa migração de jovens – sobretudo europeus – para a região dominada pelo EI com o objetivo de serem treinados para atuar em defesa do califado. O sequestro de jornalistas, embaixadores e outras pessoas que atuam no Oriente Médio é prática corriqueira do EI. Quando o grupo se sente ameaçado, executa com crueldade essas pessoas mantidas como reféns.
I
Islã: Em árabe, Islã significa "rendição" ou "submissão" e se refere à obrigação do muçulmano de seguir a vontade de Deus. O termo está ligado a outra palavra árabe, salam, que significa "paz" - o que reforça o caráter pacífico e tolerante da fé islâmica. O termo surgiu por obra do fundador do islamismo, o profeta Maomé, que dedicou a vida à tentativa de promover a paz em sua Arábia natal.
Islamismo: O islamismo é a religião fundada pelo profeta Maomé no início do século VII, na região da Arábia. O Islã é o conjunto dos povos de civilização islâmica, que professam o islamismo; em resumo, é o mundo dos seguidores dessa religião. O muçulmano é o seguidor da fé islâmica, também chamado pJiior alguns de islamita. O termo maometano às vezes é usado para se referir ao muçulmano, mas muitos rejeitam essa expressão - afinal, a religião seria de devoção a Deus, e não ao profeta Maomé.
J
Jihad: Em árabe, a palavra significa "esforço" ou "luta". No islã, isso pode significar a luta interna de um indivíduo contra instintos básicos, o esforço para construir uma boa sociedade muçulmana ou uma guerra pela fé contra os infiéis.
Jihadistas: entendem que a luta violenta é necessária para erradicar obstáculos para a restauração da lei de Deus na Terra e para defender a comunidade muçulmana, conhecida como umma, contra infiéis e apóstatas (pessoas que deixaram a religião).
M
Maomé: É o profeta e a figura mais importante do islamismo.Nascido em Meca no ano 570 como Mohammad, passou a maior parte da vida como mercador analfabeto, mas, aos 40 anos, teria recebido suas primeiras revelações do arcanjo Gabriel. O fenômeno se repetiu por 23 anos e deu origem ao Corão, livro sagrado dos islâmicos. Maomé pregou a devoção a um Deus único (Alá), lutou contra o infanticídio e defendeu a divisão de terras dos ricos com os pobres, contrariando a classe dominante de Meca. Foi perseguido e mudou-se para Medina, onde estruturou uma poderosa tropa. Retornou dois anos depois e ascendeu como líder político. Naquele tempo, a sociedade árabe era dividida em tribos e clãs, e pode-se dizer que Maomé proporcionou uma unidade nacional por meio da religião, ajudando a posicionar a nação árabe como pioneira cultural e científica 200 anos depois.
Meca: neste local nasceu e está enterrado Maomé (570-652), fundador da religião islâmica. Situada na Arábia Saudita, a cidade já era ponto de parada de caravanas e centro comercial muito antes do nascimento do profeta. Mas os maometanos, também chamados de muçulmanos (hoje cerca de 1,2 bilhão de pessoas espalhadas pelo mundo), a converteram em sua capital. Pelos preceitos da religião, todo fiel tem o dever de visitar a cidade ao menos uma vez antes de morrer. Além disso, onde quer que esteja, tem que rezar cinco vezes por dia voltado para lá.
Mesquita:é um lugar sagrado para os muçulmanos, é onde os muçulmanos se congregam para realizar as suas orações diárias. A palavra " Mesquita " é uma tradução do árabe; Masjid, que quer dizer um lugar de prostração.
Muçulmano: O muçulmano é o seguidor da fé islâmica, também chamado por alguns de islamita.
S
Sharia: a lei muçulmana ou islâmica, tanto em relação à justiça civil e criminal, quando regulando a conduta individual, pessoal e moralmente. O corpo de leis baseado nos costumes fundamenta-se no Qu’ran e na religião do islam. Como por definição os Estados islâmicos são teocracias, os textos religiosos equivalem a leis, conhecidos no islam e pelos muçulmanos como Sharia ou lei Sharia
terça-feira, 24 de maio de 2016
Projeto "África: terra mãe": roteiro de viagem
Projeto “África: terra-mãe”
Roteiro histórico no Egito Antigo
e Reino de Kush:
1)
Local a
ser visitado:
Templo de Karnak
Templo de Luxor
Pirâmides de Gizé
Rio Nilo
Templo de Abu Simbel
Piramide de Meroé
Museu do Cairo
2)
Localização
geográfica:

3)
Meio de
transporte (percurso):
4)
Custo da
viagem:
5)
Tempo de
viagem:
6)
Que
atrações turísticas existem neste local? Existe cobrança de ingresso?
1 Pirâmides de Gizé
Se você não é marciano, há uma boa chance de que as pirâmides estejam na sua lista de prioridades de lugares a conhecer um dia. Visitando o Egito, é provável que esse seja o primeiro passeio do seu roteiro. Vá em frente: a paisagem é realmente deslumbrante, e a emoção de estar diante de uma das imagens mais icônicas do planeta é algo para não se esquecer jamais. Mas há outros monumentos que vão impressioná-lo ainda mais, acredite.
2 Karnak
Prepare-se para se sentir minúsculo diante da grandiosidade do complexo de santuários, quiosques, pilones e obeliscos dedicados aos deuses de Tebas e aos faraós. No grande templo de Amon-Rá, o conjunto de colunas gigantes em forma de papiro é arrebatador e coloca sob nova perspectiva todos os templos grandiosos em que você já esteve.
3 Abu Simbel
Os dois templos de Abu Simbel ficam diante do Lago Nasser, a apenas
40 quilômetros da fronteira com o Sudão, em uma paisagem que já seria bela se não tivesse um dos conjuntos de monumentos mais impressionantes do Egito. Quatro estátuas colossais com mais de 20 metros de altura guardam a entrada do templo, e parecem anunciar aos vizinhos do sul que deveriam pensar duas vezes antes de tentar invadir o país dos faraós.
4 Luxor
Concentra o maior número de monumentos por metro quadrado do Egito. O Nilo funciona como moldura deste museu a céu aberto que reúne o Vale dos Reis, onde você pode visitar os túmulos dos faraós, o templo da rainha-faraó Hatchepsut (acima), os colossos de Mêmnon e o templo de Medinet Habu.
5 Cruzeiro no Nilo
Uma das experiências mais emblemáticas do Egito, os cruzeiros no Nilo são uma ótima opção para percorrer o país aproveitando a paisagem do rio mais extenso do mundo. Há opções curtas (de três a quatro dias) e longas (pelo menos uma semana). A rota mais popular é a que liga Luxor a Assuã. O trecho, que costumava ser muito movimentado, está bem mais calmo desde 2011.
6 Museu Egípcio
O Museu do Cairo, bem ao lado da Praça Tahir, é daqueles museus aos quais se pode voltar várias vezes sem nunca sair com a sensação de que se viu tudo. A joia da coroa, porém, é o tesouro do faraó Tutancâmon (a múmia, no entanto, está no Vale dos Reis, na tumba original — aquela que ficou conhecida por uma "maldição").
http://zh.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/viagem/noticia/2014/06/egito-um-pais-a-procura-de-turistas-4516125.html
7)
O que
encontramos da história do Egito Antigo/Reino de Kush neste local?
8)
Se for um
monumento ou construção em que época foi construído? Quem mandou construir?
Qual o motivo da construção deste local?
Links para pesquisa:
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Templo de Karnak![]() Templo de Luxor ![]() Rio Nilo Pirâmides de Gizé ![]() Pirâmides de Meroé ![]() Museu do Cairo |
segunda-feira, 9 de maio de 2016
PROJETO “ÁFRICA TERRA-MÃE” 6º ano: nascimento da civilização, humanidade e reinos antigos
Tempo previsto: maio e junho de 2016
“Nós
não somos africanos porque nascemos em África, nós somos africanos porque a
África nasceu em nós.”
Chester Higgins Jr.
OBJETIVO GERAL:
Conhecer e valorizar a história do continente
africano compreendendo sua importância como berço do surgimento da humanidade e
das primeiras sociedades complexas a partir do estudo dos reinos africanos da
Antiguidade.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
·
Compreender as
transformações culturais, sociais e políticas sofridas pelo continente africano
e também a maneira como a cultura africana tem influenciado a cultura de outros
continentes, especialmente o nosso,
·
Romper com as práticas preconceituosas
relacionadas à cultura africana, devido ao desconhecimento da sua história;
·
Abordar a história da África ressaltando a Núbia e
o Reino de Kush e suas relações com o Egito.
·
Reconhecer as principais contribuições e legado
cultural dos reinos africanos da Antiguidade para o desenvolvimento das
sociedades antigas.
Metodologia:
Os estudantes serão divididos em equipes e terão
que após realizar pesquisas sobre os reinos africanos de Kush e Egito representar
através de um roteiro de viagem os principais pontos históricos destes reinos, indicando
suas principais contribuições dentro da história antiga.
Desenvolvimento:
1- O
que você sabe sobre a África? (Power point e aula expositiva)
2- Contribuições
da África antiga no desenvolvimento das primeiras sociedades complexas (pesquisa
e exposição dos dados)
3- Vídeo:
Egito Revelado “Pirâmides” (Discovery Channel)
4- Elaboração
do roteiro histórico de viagem para o Egito e Sudão a partir dos seguintes
elementos:
- para onde viajar? Como chegar até o destino da
viagem? Quanto tempo de viagem? Qual o valor da viagem? O que visitar e por
onde passar? O que encontrarei neste lugar? O que aprenderei sobre a história
deste reino africano visitando este lugar?
- cada equipe ficará com uma atração turística para
apresentar.
5- socialização do roteiro através de apresentação
de slides ou folder.
Locais históricos:
Sudão:
Maravilhe-se com as Pirâmides de Meroe
As pirâmides de Meroe são ponto turístico mais
emblemático do Sudão. O produto de uma cultura bastante diferente da do Egito,
estas pirâmides construídas de tijolos e íngreme brotam em grupos de uma dúzia
de cada vez. Perto estão os sítios arqueológicos de Naqa e Musawarat Es Sufra,
que são dignos de um desvio.
Viajar de volta no tempo em Musawarat
Um dos maiores complexos antigo templo no Sudão, Musawarat é pensado
para ser um local de peregrinação. Peregrinos modernos podem passear pelas
colunas do grande cerco para estudar as paredes esculpidas representando os
animais que já habitaram a região. Também vale a pena visitar a gravura de sala
de casamento, e os estábulos de elefante.
Egito :
Templo de Karnak
Templo de Luxor
Pirâmides de Gizé
Vale dos Reis
Rio Nilo
Abu Simbel
Piramide de Quéops
sexta-feira, 6 de maio de 2016
Projeto Tempos Medievais 7º ano
Projeto
Tempos Medievais
Professoras:
Helena Lohmann e Luciana Brum
Turmas
72,73,74,75,76
Tempo:
maio e junho de 2016
Objetivo
geral: Entender o conceito de feudalismo como um sistema,envolvendo o nível econômico, o social, o político e o
ideológico.
Metodologia:
Os estudantes serão divididos em equipes e realizarão as
seguintes tarefas:
1- Sorteio
para a escolha do cenário, personagens, cotidiano a ser representado por
dramatização ou através de exposição.
Cenário: campos (moradias dos servos), castelo, mosteiros,
mesquitas, cidades, feiras
Personagens: servos (camponeses), nobres, monges,
cavaleiros, árabes, comerciantes (burgueses)
Cotidiano: vestimentas, alimentação, diversões e jogos,
moradias, educação (homens e mulheres), crenças e pensamento mítico.
2- Pesquisa e preenchimento da ficha do
personagem.
3- Organização
da apresentação.
4- Socialização.
Ficha
do personagem:
Grupo
social:
Alimentação:
Vestuário:
Moradias:
Atividades
que realiza:
Tem
poder social? Qual?
Tipo
de lazer:
Qual
tipo de educação recebe?
Crenças
sobre a morte:
Como
eram tratados caso adoecesse?
quinta-feira, 3 de março de 2016
Como seria sua vida na Roma Antiga: turma 72,74,75,76
Atividade “Como seria sua vida na Roma Antiga?”
Objetivo: Caracterizar os grupos sociais da Roma Antiga
compreendendo através de seus aspectos culturais e políticos o que definia um
cidadão romano, o cidadão não livre e o escravo.
Produção final: Comunicar através dos diversos gêneros textuais
escolhidos as informações e considerações coletadas na pesquisa sobre as
temáticas elencadas pela professora.
Os gêneros textuais escolhidos foram: diário, entrevista,
texto informativo, charge, noticia, palestra, propaganda, poema, resumo.
Temáticas escolhidas:
A partir do material paradidático “Como seria sua vida na
Roma antiga?” selecionou-se os seguintes assuntos: CIDADE OU CAMPO?, SUA
FAMILIA; COMIDA E BEBIDA; SUAS ROUPAS; EDUCAÇÃO; CARREIRAS; LEI E ORDEM; O
EXÉRCITO; OS DEUSES; NASCIMENTO, CASAMENTO E MORTE.
Dicas para estruturar sua produção final a partir do gênero textual escolhido para sua equipe:
1) DIÁRIO: O Diário é um tipo de texto
pessoal em que uma pessoa relata experiências, ideias, opiniões, desejos,
sentimentos, acontecimentos e fatos do cotidiano. Embora não apresentem uma
estrutura fixa, os textos dos diários podem ser estruturados da seguinte
maneira:
Data e Local: são indicadas no início do texto o local
e a data em que foi escrito, como numa carta.
Vocativo: Geralmente é incluído no começo do texto
como: “querido diário”, “querido amigo diário”. Nalguns casos, as pessoas
preferem inventar um nome fictício para ele, como se fosse um amigo íntimo.
Corpo de Texto: onde se desenvolvem os relatos
diários, as ideias, sensações do autor.
Assinatura: normalmente, os diários são assinados a
cada dia. No final do texto, aparecem o primeiro nome do autor. Antes disso,
alguns apresentam uma expressão de despedida: “boa noite”, “abraços”, “até
amanhã”.
2)ENTREVISTA: A entrevista é um tipo de texto que tem a
utilidade de informar as pessoas sobre algum acontecimento social ou fazer com
que o público conheça sobre as ideias e opiniões da pessoa que é entrevistada.
Estruturalmente, a entrevista compõe-se dos seguintes
elementos:
Manchete ou título – Essa é uma parte que deverá
despertar interesse no interlocutor envolvido, podendo ser uma frase criativa
ou pergunta interessante.
Apresentação – É o momento em que se apresentam
os pontos de maior relevância da entrevista, como também se destaca o perfil do
entrevistado, sua experiência profissional e seu domínio em relação ao assunto
abordado.
Perguntas e respostas – Basicamente, é a entrevista
propriamente dita, na qual são retratadas as falas de cada um dos
envolvidos.
3)TEXTO INFORMATIVO:
Os textos informativos tem o objetivo de abordar algum
tema e transmitir conhecimento a respeito desse tema, transmitir dados e
conceitos. Texto em prosa, com características específicas de cada modelo.Uso
de indicadores de aproximação ao conteúdo (títulos, fotos, imagens, tipografia,
seções do jornal etc.).Identificação do tema da informação.Identificação da
idéia principal. Identificação dos detalhes principais.
4)CHARGE:
A charge é um tipo de ilustração que geralmente
apresenta um discurso humorístico e está presente em revistas e principalmente
jornais. Trata-se de desenhos elaborados por cartunistas que captam de maneira
perspicaz as diversas situações do cotidiano, transpondo para o desenho algum
tipo de crítica, geralmente permeada por fina ironia.
5)NOTÍCIA: É um
texto informativo sobre um tema atual ou algum acontecimento real, veiculada
pelos principais meios de comunicação: jornais, revistas, meios televisivos,
rádio, internet, dentre outros. Por esse motivo, as notícias possuem teor
informativo e podem ser textos descritivos e narrativos ao mesmo tempo,
apresentando, portanto, tempo, espaço e as personagens envolvidas.
Geralmente as notícias seguem uma estrutura básica
classificada em:
Título Principal e Título Auxiliar
A notícia é formada por dois títulos, ou seja, um
principal, também chamado de Manchete, que sintetiza o tema que será abordado,
e outro um pouco maior, o qual auxilia o entendimento do título principal, ou
seja, é um recorte do assunto que será explorado.
Lide
Na linguagem jornalística, a Lide corresponde à
introdução da notícia, portanto, trata-se do primeiro parágrafo que responderá
as perguntas: O Que? Quem? Quando? Onde? Como? Porque?Trata-se de um parágrafo
em que todas as informações que estarão contidas na notícia deverão aparecer. É
uma ferramenta muito importante, visto que desperta a atenção do leitor para a
leitura da notícia.
Corpo da Notícia
Nessa parte, será apresentada a notícia com descrições
mais detalhadas.
6) PALESTRA:
Uma palestra é apresentação oral que
pretende apresentar informação ou ensinar pessoas a respeito de
um assunto em particular, por exemplo, uma proferida por um professor de universidade ou colegial.
Palestras são usadas para transmitir informação de natureza importante, histórica,
prática, teórica.
7) PROPAGANDA: A função do texto publicitário é convencer
seu público a comprar um produto ou, até mesmo, a modificar seu comportamento.
AS PARTES DO ANÚNCIO
1 – Texto não verbal: imagem que tenha
relação com o anúncio.
2 – Título: uma frase de efeito.
3 – Texto publicitário: texto verbal que dá
informações sobre o produto
4 – Logotipo: desenho que simboliza a marca do
produto.
5 – Slogan: frase que resume a imagem que o
publicitário deseja firmar no mercado como uma identidade do produto.
8) RESUMO:
Resumo nada mais é do que um texto reduzido a seus
tópicos principais, sem a presença de comentários ou julgamentos. Um resumo não
é uma crítica, assim como a resenha o é; o objetivo do resumo é informar sobre
o que é mais importante em determinado texto.
Resumir um texto significa condensá-lo a sua estrutura
essencial sem perder de vista três elementos: • as partes essenciais do texto;
• a progressão em que elas aparecem no texto; • a correlação entre cada uma das
partes.
9) POEMA: é um gênero textual que utiliza
as palavras como matéria-prima, organizando-as em versos, estrofes ou prosa, ou
seja, apresenta uma estrutura que permite defini-lo como gênero.
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016
O que você precisa saber sobre os povos indígenas: 8º anos
Dando continuidade às nossas discussões em sala de aula sobre o que já sabemos sobre os povos indígenas seguem algumas informações importantes contendo trechos do livro "O Índio Brasileiro: o que você precisa saber sobre os povos indígenas no Brasil de hoje" de autoria de Gersem dos SantosLuciano publicado pelo Ministério da Educação em 2006.
O que precisamos saber sobre os povos indígenas:
-896 mil
indígenas hoje. 0,4% da população do Brasil.
-305
etnias e 274 línguas faladas.
-A partir do contato, as
culturas dos povos indígenas sofreram profundas modificações.
-Falar hoje de índios no
Brasil significa falar de uma diversidade de povos, habitantes originários das terras
conhecidas na atualidade como continente americano.
- Mas esta denominação é o
resultado de um mero erro náutico. O navegador italiano Cristóvão Colombo, em
nome da Coroa Espanhola, empreendeu uma viagem em 1492 partindo da Espanha rumo
às Índias, na época uma região da Ásia. Castigada por fortes tempestades, a
frota ficou à deriva por muitos dias até alcançar uma região continental que
Colombo imaginou que fossem as Índias, mas que na verdade era o atual
continente americano. Foi assim que os habitantes encontrados nesse novo
continente receberam o apelido genérico de “índios” ou “indígenas” que até hoje
conservam. Deste modo, não existe nenhum povo, tribo ou clã com a denominação
de índio. Na verdade, cada “índio” pertence a um povo, a uma etnia identificada
por uma denominação própria, ou seja, a autodenominação, como o Guarani, o
Yanomami etc.
- os índios devem ser
entendidos como sujeitos de direitos e,
portanto, de cidadania. E não se trata de cidadania comum, única e genérica,
mas daquela que se baseia em direitos específicos, resultando em uma cidadania
diferenciada, ou melhor, plural. Aqui os povos indígenas ganharam o direito de
continuar perpetuando seus modos próprios de vida, suas culturas, suas civilizações,
seus valores,garantindo igualmente o direito de acesso a outras culturas, às
tecnologias e aos valores do mundo como um todo.
- é concedido a eles o
direito de terra coletiva suficiente para a sua reprodução física, cultural e
espiritual, e de educação escolar diferenciada baseada nos seus próprios
processos de ensino-aprendizagem e produção, reprodução e distribuição de
conhecimentos.
- Os tipos e as condições
em que as relações acontecem com o meio natural e sobrenatural também influenciam
a qualidade de vida. Povos que vivem em terras mais extensas e abundantes em
recursos naturais têm a possibilidade de uma vida mais rica, baseada em valores
como a solidariedade, a reciprocidade e a generosidade. Ao passo que os povos
que ocupam terras
reduzidas e com recursos naturais escassos vivem conflitos internos maiores, o
que dificulta muitas vezes as práticas tradicionais de reciprocidade e o
espírito comunitário e coletivo.
- Os índios conservam
suas línguas, suas experiências e sua relação com a natureza e com a sociedade.
Eles mantêm a tradição oral e os rituais como manifestação artística e maneira
de vinculação com a natureza e o sobrenatural. Mantêm o papel socializador e educador
da família, aplicam os sábios conhecimentos milenares e praticam o respeito à natureza.
Com isso, as culturas indígenas seguem manifestando sua personalidade coletiva
e de alteridade, seja no trabalho ou na festa, e por isso são democráticas e
populares.
- A demarcação das terras
onde vivem e a proteção ao meio ambiente são indispensáveis para garantir sua
sobrevivência física e cultural.
- Uma aldeia indígena é
uma organização tradicional. Nela, os líderes exercem suas funções de acordo
com as orientações das tradições herdadas dos seus ancestrais. O posto de
cacique é geralmente herdado de pai para filho entre os pertencentes a clãs ou
a linhagens superiores, ou de uma combinação entre estes e seus afins, ou aliados
políticos ou econômicos. Os conselheiros e os auxiliares do cacique também devem
ocupar um lugar na lógica da estrutura social do grupo. Tal estrutura segue uma
orientação cosmológica constituída desde a criação do mundo, expressa nos mitos
de origem e reproduzida e revivida por meio dos ritos e cerimônias. A
organização cosmológica orienta a vida social, política e espiritual dos indivíduos
e grupos, na medida em que define quais são os valores a serem observados e as consequências
que podem gerar quando não são obedecidos.
-Na atualidade, a principal
dificuldade dos povos indígenas é manter e garantir os direitos já adquiridos,
além de lutar por outros direitos que ainda precisam ser conquistados para consolidar
a perspectiva étnica de futuro, enterrando de vez a ameaça de extinção desses
povos. Na cabeça de muitas pessoas no Brasil, os povos indígenas ainda são
vistos como seres transitórios, que algum dia deixarão de existir, seja por meio
de processos naturais ou induzidos pelas políticas de intervenção.
- No entanto, os povos
indígenas constituem parte importante da própria construção da nação brasileira
e por isso carregam sentimentos de brasilidade iguais aos de quaisquer outras
sociedades, segmentos e indivíduos que constituem o Estado, independente de culturas,
valores, símbolos e línguas que abraçam. Além disso, por serem um dos pilares
socioculturais de
formação da identidade da nação brasileira, devem igualmente usufruir dos
direitos e dos deveres de todo cidadão brasileiro, sem que isto signifique abrir
mão de seus modos próprios de vida.
- Os povos indígenas têm
conservado a visão comunitária e sagrada da natureza. Por isso, as montanhas, os
lagos, os rios, as pedras, as florestas, os animais e as árvores têm um alto
significado. Os acidentes geográficos e os fenômenos naturais são
personificados e foram criadas em torno deles narrativas orais e escritas. O
território indígena é sempre a referência à ancestralidade e a toda a formação
cósmica do universo e da humanidade.
É nele que se encontram
presentes e atuantes os heróis indígenas, vivos ou mortos.
- Terra e território para
os índios não significam apenas o espaço físico e geográfico, mas sim toda a
simbologia cosmológica que carrega como espaço primordial do mundo humano e do
mundo dos deuses que povoam a natureza.
-O processo de
reconhecimento e regularização de terras indígenas no Brasil é repleto de
complexidade política, técnica, administrativa e jurídica. A Constituição
Federal de 1988, atualmente em vigor, reconhece explicitamente aos povos indígenas
o direito originário de
posse e uso exclusivo de
suas terras tradicionalmente ocupadas. Isto quer dizer que no Brasil os povos
indígenas não podem adquirir o direito de propriedade de suas terras, que são
bens e patrimônios da União, mas lhes são garantidos a posse e o usufruto
exclusivo.
Destacamos que, embora
esse direito originário de posse e uso sobre as terras tradicionais seja
reconhecido na Letra da Lei, garantir de fato tal direito não é uma tarefa
fácil e simples. Há casos em que processos de regularização de terras indígenas
já duram mais de um século
ou simplesmente nunca são
concluídos. O principal problema não é o procedimento administrativo em si, mas
o jogo de forças políticas e econômicas que envolve.
-O salto histórico
possibilitado pela Constituição Federal de 1988 ocasionou uma revolução na
concepção e na prática do bilingüismo no Brasil. Antes, quem era bilíngüe
porque falava a língua portuguesa e a língua indígena não podia ser índio, pois
para ser índio teria que falar apenas a língua indígena. Hoje, o cidadão índio
é, em muitos casos, plurilíngüe. Na longa história colonial, aprender a falar o
português significava esquecer a língua indígena, assim como aprender a escrita
objetivava acabar com a oralidade. Atualmente, os povos indígenas realizam uma
inversão dessa história: a língua estrangeira – o português – é considerada uma
língua a mais e a escrita é expressão da oralidade, sem que isso tenha
diminuído o sentimento de pertencimento à identidade nacional, do qual
manifestamente se orgulham.
- Entre os séculos XVI e
XVIII, é praticamente impossível separar a atividade escolar do projeto de
catequese missionária.
-O estado de saúde e
doença para os povos indígenas, em seu principal aspecto, é o resultado do tipo
de relaçãoindividual e coletiva que se estabelece com as demais pessoas e com a
natureza. Para os povos indígenas existem duas maneiras de se contrair doença:
por provocação de pessoas (feitas) e por provocação da natureza (reação). Isto
é muito importante, porque para os povos indígenas não existe doença natural,
biológica ou hereditária. Ela é sempre adquirida, provocada e merecida moral e
espiritualmente. A saúde sim é natural,pois é a própria vida, uma dádiva da
natureza, mas cuja manutenção
depende de permanente
vigilância e cuidado contra os espíritos maus da natureza. A doença, portanto,
é o resultado da luta interna da natureza entre os espíritos “bons” e os
espíritos “maus”.
- Antes da chegada dos
portugueses, e com a eles a medicina científica, seus remédios e tratamentos
eram mais eficientes, pois conheciam as doenças que os acometiam. Os colonizadores
trouxeram com eles outras doenças das quais os índios não tinham noção e não
podiam curar – aliás, muitas dessas doenças trazidas nem mesmo os europeus sabiam
ou sabem curar até hoje.
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